+351 934 263 216

info@sonodesonho.com

Quando devemos apresentar um objecto de transição ao nosso bebé?

Todos se lembram do Linus, o rapaz inseparável do seu cobertor azul, da banda desenhada “Peanuts” (mais conhecida pelo Snoopy!). E, certamente, numa determinada fase da nossa infância houve um objecto-chave para nós, de valor ultra-acrescentado. Este objecto acaba por representar um porto seguro a que a criança recorre sempre que precisa de acalmar, de se confortar.

É frequente que os pais ofereçam ao bebé um peluche, uma “naninha”, até mesmo uma fralda suave na hora de dormir, para que não se sinta só. No entanto, a idade em que a criança está receptiva a este novo “companheiro” pode variar muito.

Sabemos que é contraproducente que o bebé durma com qualquer um destes objectos (peluches, almofadas, “naninhas” ou “doudous”, fraldas, mantas) antes dos 6 meses de idade. O risco da síndrome da morte súbita e da asfixia acidental não podem ser menosprezados nesta fase. Além disso, é cerca dos 4 meses que o bebé começa a aprender a agarrar os objectos com as mãos e, consequentemente, a adquirir o controlo do que quer ou não manter por perto. Daí que, antes dos 4 meses, não faça sentido oferecer um objecto que sabemos que o bebé não tem a capacidade de pegar sempre que necessite. Assim sendo, nos primeiros meses de vida, o objecto de conforto e de estimação do nosso bebé pode ser o seu próprio corpo (mãos, dedos, pés) ou o dos pais/cuidadores. Por isso é que tantas vezes adormecem a puxar o cabelo da mãe, a beliscar o braço do pai, a pôr o dedo no nariz da irmã mais velha!

Por outro lado, é também por volta dos 6 meses que a criança percebe que é uma entidade separada da sua mãe. Até lá, considera que o seu corpo e o da mãe são um só. Será, então, depois desta fase que poderá começar a demonstrar interesse especial por um objecto específico. A criança começa gradualmente a perceber que pode projectar interesse e receber conforto de formas variadas, a partir de objectos e pessoas diversas. E é ela que controla quando tem acesso ao seu objecto favorito, reclamando um dos primeiros degraus da sua independência física e emocional, daí a designação de “objecto de transição”.

Para terminar, é importante que estejamos conscientes de que este objecto de estimação vai ser escolhido pela criança (e sim, regra geral, é o brinquedo mais tosco e feio das redondezas!), na altura certa (aos 6 meses ou já depois de um ano de idade). Nós, pais, podemos apresentar-lhe vários mas a decisão final será sempre dos mais pequenos, incluindo escolher não aceitar nenhum!

 

Fonte da imagem: www.gootoosh.com